terça-feira, 20 de setembro de 2016

Mais de 18 mil brasileiros já morreram vítimas de doenças cardiovasculares em setembro deste ano

No próximo dia 29 de setembro será comemorado o Dia Mundial do Coração. A data foi instituída como forma de alertar a população do planeta sobre a prevenção de doenças que afetam o órgão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são atualmente a principal causa de mortes no Brasil. Entre 2004 e 2013, causaram mais de três milhões de óbitos, equivalente a uma morte a cada 40 segundos. A condição é responsável pelo dobro de mortes se comparada a todos os tipos de câncer, duas vezes mais que causas externas como acidentes e violência, três vezes mais que as doenças respiratórias e seis vezes mais que infecções crônicas como a AIDS.  A Sociedade Brasileira de Cardiologia disponibilizou dados no portal Cardiômetro os quais revelam que somente em 2016, já foram registradas mais de 240 mil mortes por doenças cardiovasculares no Brasil – 18 mil 386 somente no mês de setembro de 2016 – até o fechamento desta matéria.
Doenças cardiovasculares são condições que afetam o sistema circulatório, os vasos sanguíneos e o coração. Existem diferentes tipos e, entre as mais comuns, estão a hipertensão arterial, o enfarte do miocárdio, a angina pectoris e as arritmias cardíacas. Prevenção e tratamento adequados podem ajudar a reverter essa grave situação, conforme explica Humberto Freitas, cardiologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. “Embora fatores não modificáveis, como predisposição genética, contribuam para a ocorrência de doenças cardíacas, essas estatísticas podem ser explicadas principalmente pelos maus hábitos de vida da população, como alimentação não balanceada, sedentarismo, sobrepeso e tabagismo”.
Os fatores de risco para doenças cardiovasculares podem ser divididos em três categorias, segundo o especialista: condições médicas, estilo de vida e fatores hereditários. Classificam-se como condições médicas problemas como colesterol, pressão alta, diabetes e outros. No caso do estilo de vida, se enquadram hábitos como tabagismo, sedentarismo, alimentação desbalanceada, obesidade, estresse e alcoolismo. Já os fatores hereditários, são condições genéticas herdadas de familiares, que podem interferir na condição cardiovascular do indivíduo. Não adotar hábitos considerados fatores de risco, citados acima, é uma das formas de evitar o desenvolvimento das doenças.  “Também é importante estar atento aos antecedentes familiares para doenças crônicas e ter, como rotina, o acompanhamento médico e, se necessário, o tratamento via medicamentos e intervenções”, explica o cardiologista. De acordo com o médico, o check-up é a melhor maneira de identificar e tratar problemas cardiovasculares e pode ser realizado por todos, independentemente da faixa etária e gênero.
Os exames preventivos devem ser solicitados de acordo com a necessidade de cada paciente. Os mais comuns são o eletrocardiograma (ECG), ecocardiograma, exames laboratoriais, teste de esforço e tomografia do coração”. A condição é cardiovascular e tem como principal sintoma a irregularidade dos batimentos cardíacos, sejam acelerados ou muito lentos. É bastante comum no Brasil e afeta dois milhões de pessoas por ano. Pode não apresentar sintomas que, quando existem, são: palpitação, dores no peito, desmaios, tonturas e falta de ar. O tratamento pode incluir medicação específica, procedimentos médicos, dispositivos implantáveis e cirurgia. Saiba mais clicando aqui.

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